Blog de brunah ratty


01/12/2009


Que bosta hein...

          

           Nesse domingo depois de reler o livro de Kurt Vonnegut “Café-da-manhã com os campeões”,acompanhei o filme “Intrigas do Estado”,por sinal um dos melhores filmes jornalísticos que já vi, para fazer uma prova semestral na faculdade.Estrelado pelo cara que é o eterno “Gladiador” Russel Crowe, o homem dos músculos e olhar sedutor, seguido pelo eterno galã Ben Affleck, sonho de qualquer mulher em sã consciência.A questão central do filme me fez perder a direção a seguir em meus deveres, pois ele discute os desafios do jornalismo nos últimos anos. Não é a toa que foi indicado pelo meu professor de Novas Mídias Felipe Harmata Marinho – que não deixa de ser uma tentação.

Na verdade a maioria dos filmes que retratam fatos jornalísticos mostram uma espécie de jornalista louco pela verdade custe o que custar.É inevitável,mas isto me fez comparar com as chatas e deprimentes modos de fazer jornalismo no Brasil.Formalidades que recebem mais importância do que a linguagem e a forma que essas noticias devem ser comunicadas.

Falam de assuntos mórbidos com uma frieza estrema como se eles não influenciassem em nada a nossas vidas, e muitas vezes dão ênfase a aquilo que é de interesse da emissora e não ao público.Pensando desta forma podemos concluir que a credibilidade passa a ser o veiculo de comunicação e a audiência que ele acarreta como se fosse uma herança de pai para filho.Por muitas vezes só enche de lingüiça o telespectador com noticias pouco relevantes e deixam de comunicar claramente as que interferem no bolso e na vida do cidadão que fica com a bunda sentada no sofá engolindo aquele monte de babogeiras.

Traduzindo, a verdade é dita entre linhas e não diretamente ao telespectador, para que o publico possa tirar suas próprias conclusões. Não digo que esteja errado, mas defendo a tese de que devem ser utilizados termos como absurdo,hipócrita, sanguinário,bom e mal.Mostrar que a crise é ruim para estes ou aqueles setores,dizer que a gripe suína matou x pessoas não é sensacionalismo mas realidade. Lembremos da santa frase do telejornalismo brasileiro dita pelo gênio Boris Casoy que de maneirA simples, direta e sem meias palavras resumi sua indignação perante algo.“Isto é uma vergonha”. Há algum tempo - penso que na mesma linha de raciocínio - fiquei espantada quando ouvi o William Bonner, durante o “Jornal Nacional”,usar o termo inaceitável em uma matéria sobre corrupção.Parece meus bons blogueiros que nem tudo está perdido.

Não estou querendo dizer que o âncora do telejornal deve utilizar termos pejorativos, acusar algo ou usar de certas palavras sem ter certeza dos fatos.O quero dizer é que o povo não tem mais tempo para comprar jornal e ler no ônibus.O povo não sabe quem é Gilmar Mendes,não sabe nem quem é o banqueiro Dantas e muito menos no que eles influenciam nas nossas vidas.E de quem é o erro.... Da necessidade poderia dizer.Na ditadura militar nossos pais sabiam e fingiam que não acontecia nada no país devido aos riscos que corriam.Tinham a consciência que o “chão era minado”.Sabiam da restrição da mídia e as regras a seguir para se manterem vivos. NECESSIDADE e SOBREVIVENCIA andavam juntas.

Hoje eles, seus filhos, netos não se importam tanto com isso, a tecnologia de certa forma ajuda a manter suas mentes ocupadas para certos assuntos como a política. Eu também não sei muito sobre o tema,mas muitos não querem nem saber,não cobram das autoridades e nem se despertam para o assunto.Acho um absurdo a forma como o povo se aglutina em eleições,verdadeiros clãs que lutam para conquistar o maior numero de pessoas para fazer campanhas segurando bandeiras em beiras de estradas e distribuir santinhos pelas ruas em troca de r$30 reais ou menos ao dia.Sequer conhecem o político ou suas propostas.Votam em troca do trabalho que receberam durante os 3 meses de vergonha quer dizer eleição.Isto meus caros, em algumas décadas atrás se chamava CURRAL mas hoje adota o nome de DEMOCRACIA.

Ah,se os gregos que criaram a democracia nos vissem hoje,estaríamos muertos,diriam que acabamos com o espírito de consciência e liberdade de expressão das diversas camadas da sociedade.Pois, as camadas de cima pisam nas debaixo.Desculpe gregos,troianos entre outros.Que Zeus os consolem e o monte Olimpo os dê o devido abrigo!Cara estamos pior que argentinos em época de copa!

Diariamente estamos a mercê desta eterna concorrência entre emissoras na busca dos furos de reportagens, mas o que vem ocorrendo nos últimos anos é a falta de ética e respeito ao telespectador e ao oficio do jornalismo. Emissoras que utilizam de suas “arenas” para difamar suas “adversárias” em pleno horário nobre com investigações, baxarias, denuncias, baixo profissionalismo e dignidade.Verdades devem ser ditas, é o lema da nossa profissão,mas saber como usar as informações e conduzi-las aos telespectadores é função deste tubinho de plasma.Mas para este tipo de reportagem elas sabem muito bem como repassar a informação sem deixar o publico em duvida.

Eu gostaria de pensar que estou exagerando um pouco,pois há muitos canais abertos de extremo aprendizado cultural,mas é mentira.Você agüenta ver o Sivio Santos o domingo inteiro junto com um bando de artistas ultrapassados sendo aplaudidos por um bando velhinhas que querm ter uma dentadura igual a dele e ganhar na telesena....E durante a semana assistir Hebe Camargo e ver novamente as mesmas novelas mexicanas...

Quem sabe acompanhar a briga entre Fantástico e Domingo Espetacular, a Ana Maria x Ana Hickman, a Fazenda x Big Brother, Novelas bestas x  sem noção nenhuma, Zorra Total x Show do Tom, Familia Marinho x Bispo Macedo Crivela, Verba governamental x Assembléia de Deus.Bem as opções são muitas e variadas,sem vocÇe não curtir numa na outra você terá a mesma coisa!

 

Não é a toa que em alguns casos a população está mais preocupada com a previsão do tempo e com o esporte, isto pode explicar o horário especifico de que esses ------ tem dentro do telejornal. Minha mãe neste sábado disse:”São 20:35 tá na hora da previsão do tempo”,ou seja pra muitos o restante das informações não importam.Não é porque o povo é burro,mas porque a linguagem é cansativa.

Não estou dizendo que devemos colocar um palhaço a frente das câmeras para dizer alegramente e burramente ao publico que o deputado do Acre foi casado, mas dizer o quem ele é,pra que serve e por DEUS no que  isso vai interferir na realidade do peão de obra,da dona de casa, do cabra do nordeste ou no bêbado da esquina.Gente isso é questão de acostumar o povo,é incentivar e adotar uma nova cultura. Isto não é loucura é realidade. Já ouviu falar de C.Q.C... então, embora seja praticamente um programa humorístico, o povo aprendeu a conhecer seus políticos, a denunciar e principalmente a se manter informado daquilo que parecia ser chato e sem importância.É a maneira que se dá a noticia que irá mostrar o interesse da população.

Pode ser que amanhã, quando começar a exercer a profissão, eu possa mudar de opinião ou até aprimorar minhas objeções, mas uma coisa não muda: Não é a falta de informação mas o excesso e a forma de que é dada é o que prejudica na sua interpretação.

Escrito por brunah às 09h14
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03/11/2009


UM BRINDE A  SAUDADE . . .        

 

     Eu gostaria de poder hoje descrever o que fiz ontem no meu domingo. Contar as loucuras da família Ferreira dos Santos,as trapalhadas do meu tio Oscar,dizer quem perdeu a disputa para fazer o churrasco do almoço,contar as fofocas da semana, que apenas eu fico sabendo no domingo, ou até a pachorra que fazem para eu lavar a louça. Mas sabe quando tudo está tão bem e todo mundo feliz curtindo mais um almoço de domingo na casa da minha avó, D. Dalvina, onde as coisas parecem perfeitas e cresce uma vontade louca de pedir para que aquele momento se congele para sempre,os sorrisos, as brincadeiras, os vícios de linguagens e até meu cachorro latindo me fazem descobrir o valor do instante.

              Fecho os olhos e tento pensar no que aconteceu a cinco meses atrás e de como tudo aquilo poderia ter sido diferente. O que eu poderia ter feito junto ao meu pai, o que ele faria em determinada situação e se as minhas atitudes o agradariam. Vejo todos sorrirem quando meu tio deixa o abacaxi cair dentro da churrasqueira e por um minuto posso jurar entre tantas gargalhadas ouvir as do meu pai. Escuto seu chinelo arrastando na área de casa  suspenso no ar,sinto seu sorriso e canto ao mesmo tempo,mas quando olho ele não está lá.É apenas mais uma sombra do passado que eu gostaria que estivesse como uma luz no meu futuro.

              A rede pendurada na garagem e o meu gato Boris,seu companheiro ainda compõem a paisagem, pórem a alegria que os unia não existe mais. As músicas caipirescas de final de tarde e o rádio ligado nos jogos do Coritiba só são mais um enfeite em cima da mesa do jardim.

              As nossas conversas na balanço do limoeiro soam como cantigas de criança que o tempo não consegue apagar. As histórias tristes e boas com que tanto prestava atenção agora são meras lembranças que rodeiam minha cabeça. Como dizia Jorge Vercilo” Um dia frio um bom lugar pra ler um livro e o pensamento lá em você”,tudo isso parece um  deja vu de uma estrada que mantem a mesma paisagem a cinco meses, o mesmo domingo, as mesmas pessoas, a mesma tarde a cinco meses.

            As disputas de pipocas, a guerra de puns que meu pai e meu irmão faziam, hoje ficam como feridas no peito que gostariam de serem curadas,mas nenhum mertiolate ou remédios caseiros são capazes de fazer efeito.Minha mente deixou minha religião e meu coração gelados,

            A rotina que tanto gostava se trincou,lembro das comidas preferidas nossas entre elas polenta com salame e confesso que ainda não consegui voltar a come-las.Minhas tardes de domingo são cansativas,meus sonhos não passam da ânsia de poder sonhar com que ele e tentar noovamente ver seu rosto.Gostaria de ouvir suas opiniões e poder dar um beijo em sua testa antes de ir trabalhar,mas não posso mais.

Embora não transpareça,aquele beijo ainda me faz falta.É duro tocar na ferida desde modo,mas é o único jeito que encontrei de podeer manter minha mente viva.Hoje eu olho em torno de casa e no almoço fico lembrando quando comemos juntosd,conversávamos e ainda o vejo sentado na área lendo seu jornal.Sinto falta das suas reprovações das roupas que vestia,da familia reunida e do cheiro de poeira e suor que ele trazia do trabalho.

O homem que me ensinou a ajudar sem cobrar nada ,que me ensinou a dar valor no meu trabalho e nos outros também e mais do que tudo rir quando não se tem motivos pra isso.E por mais que doa eu lembro que tentei por muitas vezes faze-lo rir enquanto não tinha mais forças.

O homem que nunca chorava deixou cair uma lágrima quando me viu disfarçar a minha enquanto o carregava de cadeira de rodas. Me segurou com força no meu braço quando tentei discutir com a médica pela demora no atendimento.E escreveu um bilhete pedindo para mim parar com a greve de fome,pois ele voltaria a tomar os remédios.

Como diz meu tio: “Duas pessoas totalmente diferentes e teimosas como mula”, eu daria tudo pra voltar a cuidar da minha mulinha....brincadeiras a parte ontem foi dia dos mortos e não teve como não lembrar dos outros anos quando ele me acordava cedo e juntos íamos até o cemitério acender velas .Hoje ao abrir os olhos percebi que agora eu iria levar flores para ele e sinceramente preferi não sair de casa.No dia dos pais acordei cedo, mas fiquei até tarde na cama procurando um modo de  levantar.Fechei os olhos e pensei que invés de presentes teria que lhe oferecer flores,mas pensei melhor fechei os olhos, desta vez com um pouco de força,e pela primeira vez depois do acontecido decidi pedir a Deus que cuidasse dele  e finalmente disse que o amava.

Este dia foi horrível, pensei que estava bem emocionalmente, mas quando abracei meu tio não consegui lhe desejar feliz dia dos pais, apenas lembrei de como eu havia dito aquilo a meu pai a alguns minutos atrás e chorei.Meu tio Oscar,brincalhão como sempre, me abraçou e disse que iria bater uma foto minha com a maquiagem borrada e mandar pra empresa.

Há uma semana meu chefe mandou uma mensagem no meu celular  que diz exatamente : “Meu Deus! Tive uma palestra de 25 minutos com meu pai agora pelo telefone.Uma verdadeira aula de gestão.Sensacional!Devia ter gravado pra vocês ouvir.Eu amo esse cara viu!”.Quando a li na hora me deu uma vontade imensa de dar um abraço nele,o carinho que tem com o pai e a forma com que demonstra é lindo e poder compartilhar isto conosco foi incrível.

Ai,vamos parar por aqui.Por mais que doa tenho que parar de pensar em mim e focar na minha mãe e no meu irmão eles são meus tesouros e tudo o que faço hoje é por eles.Os dias que chego atrasada no trabalho, as vezes que falto na aula,dos presentes que compro para alegra-los, no treino de futebol do meu irmão, as flores que dou a minha mãe e até as festas que não vou.

Para completar, hoje escutei uma música(como sempre elas me acompanham) que diz simplesmente “É preciso amar as pessoas como se não tivesse o amanhã” do mago Renato Russo, talvez uma das musicas que marcou muitos relacionamentos entre pais e filhos,e que me fez ter certeza de que amei meu pai durante todos os dias e nunca me permiti pensar no amanhã,pois tinha medo do que o amanhã não viesse.

 

Obs:

*** Ao meu eterno coordenador André Abadio minhas admirações pelo seu carinho junto ao seu pai.Pode ter certeza que ele é o cara!

*** Pequenos gestos valem mais do que meras palavras – José Luiz dos Santos,meu amado Pop Pai.

Escrito por brunah às 10h16
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23/10/2009


 

 

Aff...

 

“ Love me, love me, say that you love me. Fool me, fool me, go on and a fool me! Pretend that love me..

 

Love me,love me . . . Hoje acordei em clima de “passarinhos cantando”, borboletas voando, corações sorrindo e saltitando. Resumindo, hoje tudo é blue . . .Não estou apaixonada embora seja isso que transpareça no momento, mas estou feliz,contagiante e motivada para fazer coisas novas.é algo tão empolgante uma sensação de bem estar,de tranqüilidade nada comparado ao clima cinzento que paira hoje em Curitiba.

Na verdade houve algumas coincidências antes desse texto ser escrito e até me incentivou a escrever esta coisa sem nexo,sem novidade e consequentemente não que venha a te interessar.Ontem depois de um dia corrido,peguei o bus em torno das 22:15 e escutei a musica Lovefool do “The Cardigans” e hoje quando abri o twitter vi o Felipe Andreoli comentando da mesma musica,e na hora pensei “Caraca novamente essa música!Ela vai me acompanhar hoje . . .”

Embora a letra sugira que a protagonista da história tenha uma amor a minha versão da letra poderia ser o contrário,mas não sinto muita falta de alguém.Ou quer dizer,eu gosto das vantagens de ser solteira mas hoje ele seria bem vindo.Ter alguém dizendo que te ama é bem legal, mas na verdade eu gosto da estrofe em que diz “Diga apenas que você precisa de mim” é como se fosse uma brincadeira “me implore”,”chore”,”me ignore”, “me deixe” parece tão divertido...aff.

Bem,parece que algo me iluminou a refletir que todo mundo deve se amar e até brigar consigo mesmo de vez em quando,é meio loucura minha, mas faz sentido.Ontem de manhã estava meio preguiçosa e quando olhei no espelho disse pra mim”Você está um lixo e o hallowenn é semana que vem!”E agora como dizia Renato Russo “Um belo dia resolvi mudar ,e fazer tudo o que eu queria fazer “ - Agora só falta você.

Se eu tropeçar e cair hoje vou rir da mesma forma,sei que isso não é nenhuma novidade pra mim que sempre dou risadas das próprias trapalhadas,que não são poucas,mas é que tudo hoje pode mudar,acontecer,surpreender e até inovar. . .

Eu to quase cantando” Olá pedrinha branca,olá pedrinha preta”,meio cão né . . . Mas que ótimo seria se todos tivessem uma música guia para os seu dia,todos seriam mais felizes e talvez dementes como eu . . .ahahah.Vamos torcer para o Sarney não pensar em “Eu sou terrível”.

Mas então “ Love me, love me, say that you love me . . .”

Beijok’s a todos e muitos smiles também. . . “ Love me, love me, say that you love me . . “

Escrito por brunah às 09h59
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19/10/2009


DAE LEITE QUENTE

 

Muitos dizem que sou uma doida por ficar sempre observando tudo que encontro nos lugares em que freqüento, não que isso seja algo relacionado a “não ter o que fazer”,é bem o contrario!Meu dia começa as 6:30 e acaba a 00:00,quando vou tentar dormir.E convenhamos que lugares como minha amada Curitiba há muito em que se olhar,os prédios históricos, os ônibus engraçados,os protestos em forma de gravites nos muros da cidade, os parques da cidade – que não são poucos - ,o clima chatinho que faz a gente sair carregando sempre uma blusa ou casaco a mais na bolsa,o cachorro quente com duas vinas e claro as pessoas daqui.Diferentes roupas,estilos,maquiagens,personalidades,comportamentos,crenças . . .ufa é muita coisa.

            Confesso que de manhã quando estou indo pra faculdade não costumo prestar atenção em nada do que se move,até porque o ônibus é muito apertado e além disso costumo “despertar” depois das 10.Na volta da facul, passo em casa para trocar de roupas em 20 minutos,comer algo e pegar o próximo bus agora mais tranqüila,arrumada e principalmente “sã” já posso ficar cuidando dos “costumes da cidade”.O bus como sempre lotado,me cede a oportunidade de ficar em pé guardando o descansar de uma senhora que provavelmente vai buscar sua aposentadoria,enquanto eu carrego numa mão meu kit casa e na outra o celular que não me deixa em paz.

            Ainda em pé posso contemplar os grandes prédios do centro com suas construções arranjadas junto as ruas floridas onde madames passeiam com seu puddols branquinhos pela calçada.Do outro lado da rua ciclistas tranqüilos passam pela ciclovia em direção com certeza de um parque e os carros sempre apresados furam alguns sinais.

            Algumas pessoas resolvem parar a frente de algum shopping enquanto todas seguram seus celulares nas mãos,será que isso é mal da cidade!Desço no centro e resolvo fazer uma caminhada de uns 20 a 25 minutos até o meu trabalho.Cruzo a praça Tiradentes e paro como sempre para ver a arquitetura da Catedral Basílica,nada tão glamuroso em cores,mas sim em detalhes barrocos quase meio góticos.Sigo em frente até chegar ao Largo da Ordem,ponto de encontro da galera.Composto por uma séria de casarões antigos e com ruas em petit-pavê e pedras de concreto é a casa de todo curitibano seja ele rockeiro,pop, emo, sertanista, que gosta de jazz,pagode ou blues.Não importa quem você é,lá você se encontra.

            Os barzinhos como o do Alemão,Holmes,Cobras marcam a vida de muitos pinguços e é certo que todo curitibano que se preze tem sua historia ligada ao largo.Beber,cair e acordar dentro de um casarão histórico é só aqui!.As vezes até eu perco a paciência quando assisto certos programas locais que mostram o Paraná como uma terra de caipiras,isso é totalmente ridículo rede local tem que valorizar o hoje,o agora e principalmente a realidade e não historinhas “caipirescas”.Mas já que eles não conseguem identificar esse lado eu sigo tentando cumprir minha parte.

            Caminhando e cantando e seguindo canção,lá vou eu vendo,observando e escutando U2.Quase acabando o Largo avisto um dos meus lugares prediletos e intrigantes o Belvedere,lugar que abrigou a primeira emissora de rádio do Paraná já foi observatorio meterológico e Sede da União Civica Feminina, proximo as Ruínas de São Francisco ao lado da Sociedade Garibaldi.Então só pela descrição se percebe a dimensão e acervo dele.Essa casa tem o formado de uma choupana ela possui dois andares e fica no meio de uma praça no topo do largo,tem um ar de mistério e de mansão das bruxas,no alto percebe-se algo como se fosse um par de chifres que se enxerga de longe.Antes possuía uma cor neutra como ferrugem,mas fizeram a “cagada” de pinta-la de azul bebê.Me digam que casa velha de aspecto aterrorizante vinda direto de um filme de suspense tem a cor azul bebê......Sem comentários!!!!Coisas do nosso secretário de cultura . . .

            A frente encontramos a casa do roqueiro curitibano o Ópera 1.Toda banda que se preze sonha em tocar pelo menos uma vez no Opera,e olha que não são poucas bandas,eu não sou 100% roqueira,mas admiro e gosto de algumas e confesso que aqui tem boas bandas e claro que vou puxar sardinha,pois tenho uns amigos músicos.

            Puxa vocês devem estar pensando que aqui o povo só festa né . . .ou que são tudo filhinhos de papai.Mas na verdade é que trabalhamos muito e na sexta todos saem do trabalho direto para os barzinhos,pois a companhia é agradável,o custo da bebida é pouco, o cachorro quente é demais e segura a ressaca.    

Ah...e ainda não contei sobre o Paço da Liberdade,bem na verdade eu acho fantástico a arquitetura,os detalhes,a história,mas me sinto mal quando passo por perto do local.Antes era a prefeitura da cidade no inico do século XX, depois foi fechado e virou um peso no cenário da cidade e agora é o mais novo centro cultural.Anjinhos enfeitam as paredes e as artes jônicas e corintios decoram as janelas e portas.A escada em forma de caracol e o assoalho original da época também tem seus espaços.

             Bem, sempre que olho para tudo isso ainda assim encontro novos detalhes e viajo ainda mais na “maionese, é como se tudo fizesse parte da minha história,as construções antigas misturadas num clima totalmente descontraido e agitado como são as noites no Largo,fantasmas de bêbados centenários que insistem em curtir a vida e influenciar as novas gerações.

            Concluindo meu trajeto chego até Museu Paranaense,passo por uma Mesquita e chego até o Palácio das Telecomunicações,local ligado ao meu local de trabalho onde sou supervisora de vendas turbo.

            Ah,my God!Só de pensar que a noite passarei pelos mesmos lugares e contemplarei tudo sob a luz do luar fica ainda mais emocionante.Com uma única diferença,em vez de passarinhos cantando encontrarei um bando de desmiolados em volta de um chafariz em forma de cavalo babão bebendo, tocando e cantando (quase sempre Raul).Lugar onde você pode encontrar seu chefe de terno e gravata enchendo a cara e te pedindo carona pra ir embora.Mais quem gosta de cultura e também de beber fica aqui o meu convite:SEJA BEM VINDO AO LARGO!

 

P.S : *** Se fosse pra mim escrever uma matéria de turismo eu acho que não iria me expressar tão bem como eu estou fazendo aqui e com certeza não ficaria tão bem.

         *** Pra quem gosta de desafios aqui fica o meu: Quero ver quem é capaz de cantar “Eu sou Emo” da banda OsSeminovos sábado a tarde no Ópera!

 

 

Escrito por brunah às 11h11
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Porque eu teimo em escrever

 

 

“Escrever é a arte de cortar palavras”

                                                            (    )   

                                                          

Quando estou sozinha, algo raro de se acontecer, sinto uma enorme vontade de digitar, mas isso não significa que eu tenha algo a escrever.Sempre saem frases soltas sem nexos que me fazem chegar a conclusão de que aquilo foi perca de tempo.Poderia ter feito algum exercício,dançado ou até mesmo dormido, já que pra isso também quase não tenho tempo.Mas há algo que me lança para frente do computador apenas para escrever algumas palavras que talvez nunca serão lidas ou simplesmente não faram  sentido nenhum para quem ler,mesmo assim teimo em deixá-las jogadas numa pasta.

 O simples fato de estar tentando dizer algo agora me lembra que eu não tinha nada o que fazer e nenhum tema a discutir, mas o prazer de tentar traduzir um sentimento ou vivencia é inexplicável. Estar com cabeça tão cheia de idéias e não saber como transformá-las em um texto é ótimo e ao mesmo tempo preocupante. De um lado muitos fatos do outro como organizá-los, um problema pra qualquer cidadão latino -americano – europeu – africano - asiático. A vontade de contar uma história se torna tão perplexa no mesmo contexto de um quebra-cabeça, onde as peças demoram a se encaixar, mas quando isso acontece podemos contemplar cada detalhe do desenho.

Mas nem tudo é mágica e tão difícil assim de “contar”, há questões que só na prática podem ter seus efeitos. E é justamente isso com que me preocupo as “opiniões” dos textos que resolvo escrever. Pra mim tanto faz o que dizem do meu comportamento ou do meu estilo musical, mas em se tratando de texto tenho mais do que uma pulga atrás da orelha.

É. Eu tenho vergonha de publicar o que eu escrevo. Não tenho dominada as normas cultas da língua portuguesa e tão pouco sou viciada em MPB,gosto de musicas instrumentais com uns toques de baixo e guitarra a mais.Não acho que nasci pra escrever pra jornal impresso é formal demais pra mim que sou simples ao extremo. Gosto de ler e admiro quem o faz, mas minha escrita é outra.

Considero quase uma sentença ter que blogar algo que eu fiz, não que seja uma falta de confiança, mas receio ter errado algum termo ou uma norma gramatical. Podemos então considerar isto como um transtorno do aluno que acha que o professor de redação vai acabar com sua carreira profissional.

 

                                                                                 

Dedicado a minha amiga Nilda fera me português. Sorry pelos erros gramaticais!  

 

 

Escrito por brunah às 11h03
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